ÁREA RESTRITA
FALE CONOSCO
BLOG
30
JUL
    Pipoca - Ruben Alves

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que 
devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. 
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a 
possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não 
pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece 
como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o 
fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do 
que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino 
delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. 
Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
 
E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?
 
Poema enviado pela professora do infantil 5 - Deisa
 
 
 
29
JUL
   Brincadeira é Coisa Séria


CRIANÇAS DO INFANTIL 3 BRINCAM COM BOLAS NO PARAQUEDAS EXPERIMENTANDO NOVAS FORMAS DE MOVIMENTO E RELAÇÃO. 
 
 “Ao movimentarem-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço, constitui-se uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo.”
 
      “Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhes são importantes e significativos. Propiciando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no qual podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.”
 
(Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil)

[ver fotos]
 

 
28
JUL
   Dia do Escritor e Homenagem a Ruben Alves

      Comemorando o dia do escritor, a Casa da Tia Léa realizou uma acolhida festiva com a dramatização da história “A menina e o pássaro encantado", em homenagem ao escritor Rubem Alves. Também como parte da comemoração, os alunos do 1ª ano das professoras Roci, Alane e Fernanda falaram sobre a biografia e obras da autora Ruth Rocha.
 
      O ponto alto foi o lançamento dos livros escritos pelas crianças, motivo de grande alegria para todos. Assim, os alunos do infantil 4 e 5 participaram desse momento prestigiando os escritores.
 
      A ideia da produção dos livros surgiu do interesse das alunas Larissa, Ana Sofia e Beatriz, que entre uma atividade e outra iam dando forma à ideia, contagiando o grupo e motivando também as outras turmas.
 
      Comprometemo-nos com nossos queridos escritores a dar total apoio e incentivo para que se sintam cada vez mais motivados em relação ao mundo encantado dos livros.
 
Alane, Fernanda e Roci,
 
Professoras do 1º ano da unidade 1.

[ver fotos]

 

 
25
JUL
   Dramatização da história “Chapeuzinho Vermelho”

      As turmas do infantil 3 e infantil 4 da tarde realizaram uma dramatização do clássico infantil “Chapeuzinho Vermelho” na comemoração e no acolhimento às nossas crianças no retorno às aulas. Assim, o espaço da quadra foi preparado com os principais cenários que aparecem na história e elas puderam assistir de pertinho - praticamente dentro da dramatização -, bem ao lado dos personagens. Esse aspecto tornou a experiência ainda mais vivencial e especial para os pequenos.

      “As histórias que compõem o repertório infantil tradicional funcionam como inesgotável fonte de informações culturais, as quais se somam a sua vivência concreta. O Saci Pererê pode ser, por exemplo, um personagem cujas aventuras façam parte da vida da criança sem que exista concretamente na realidade.”

                                 (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil)

[ver fotos]

 

 

 

 

 

 
23
JUL
   Tributo a Ruben Alves - Gaiolas e Asas
 
No início desta partilha aqui vai um primeiro texto. Que possamos lê-lo com os olhos e ouvidos bem abertos! Que nos deixemos invadir por suas ideias... Tudo isso reverberará e produzirá frutos...
 
Gaiolas e Asas 
 
Os pensamentos chegam-me de um modo inesperado, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei 
que, frequentemente, também Lichtenberg, William Blake e Nietzsche eram atacados por eles. Digo 
atacados porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Os aforismos são 
visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, este aforismo atacou-me: Há escolas que são 
gaiolas. Há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros 
engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. 
Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos 
pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os 
pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não 
podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser 
encorajado.
(...)
As escolas serão gaiolas? Vão falar-me da necessidade das escolas dizendo que os adolescentes 
precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos 
tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu 
pergunto: as nossas escolas estão a dar uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os 
burocratas pressupõem sem pensar é que os alunos ficam com uma boa educação se aprendem os 
conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas 
e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma 
boa educação? Sabe o que é um “dígrafo”? E conhece os usos da partícula “se”? E o nome das 
enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um 
povo heróico o brado retumbante”? Qual é a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professores, 
também engaiolados… São obrigados a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. 
Isso é um hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata a sua experiência com as escolas: Fui 
forçado (!) a estudar o que os professores decidiam que eu deveria aprender. E aprender à sua 
maneira.
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para 
poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a 
viver. Nietzsche dizia que a inteligência era a ferramenta e o brinquedo do corpo, Nisso se resume o 
programa educacional do corpo: aprender ferramentas, aprender brinquedos. As ferramentas são 
conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. Os brinquedos são todas 
aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e 
brinquedos não são gaiolas. São asas. As ferramentas permitem-me voar pelos caminhos do mundo. 
Os brinquedos permitem-me voar pelos caminhos da alma. Quem está a aprender ferramentas e 
brinquedos está a aprender liberdade, não fica violento. Fica alegre, ao ver as asas crescer… Assim 
todo o professor, ao ensinar, deveria perguntar-se: Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo? 
Se não for, é melhor pôr de parte. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento 
dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se as escolas são gaiolas 
ou asas.
Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança…
 
Do livro: 
A arte do vôo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004

 

 
23
JUL
   Um tributo a Rubem Alves

À comunidade Casa da Tia Léa,            

           Sábado, o noticiário anunciou o falecimento de um dos maiores intelectuais e educadores deste país, Rubem Alves. Uma grande tristeza e saudade se abateram sobre todos nós, educadores que conhecíamos sua obra, inquietações e reflexões, sua esperança em construir uma nova educação.

            Rubem Alves reconhecia em nós, educadores, agentes de mudança, instigando-nos ao pensamento, ao incômodo, ao questionamento sobre o mundo. Assim, ele nos motivava a procurar nossos mais profundos anseios de mudança e construção de um mundo melhor, a encontrar nossa alma, nossa essência humana mais verdadeira. E com seu jeito simples, direto, através das mais belas histórias, compartilhou conosco não só seus pensamentos, mas também sua própria história, sua infância, experiências e aprendizados de vida.

            Conhecíamos muito da pessoa de Rubem Alves porque ele nos permitiu conhecê-lo.  O conhecimento construído a partir da relação com ele se deu baseado em afetos, uma aprendizagem significativa, cheia de sentido, de humanidade e verdades. Um conhecimento real, que tratava da vida de cada um e de uma sociedade da qual todos fazemos parte, com histórias compartilhadas.

Por tudo isso, sentíamo-nos próximas afetivamente a ele, um colo amigo, acolhedor, que nos incentivava a sonhar, a acreditar - sobretudo - nestes sonhos e na nossa capacidade de mudança. E em vários momentos da nossa vida - pessoal ou profissional - encontrávamos um texto de Rubem Alves que nos falava ao coração, que tinha todo o sentido para aquele instante. Assim ele nos encorajava, nos dava esperança, nos alimentava a alma.

            A morte nos separa fisicamente das pessoas, mas morrer mesmo é ser esquecido, é perder o sentido, a função. Não é o caso de Rubem Alves e todo o legado que nos deixou. Sua obra representa sua essência, seus valores e anseios, sua forma de viver. E neste momento queremos mais do que nunca torná-lo vivo através de sua obra. Assim, o convite é para que cada um compartilhe um texto de Rubem Alves com a nossa comunidade escolar.

            Por favor, solicito que você, leitor/leitora, faça assim: envie-o para o e-mail da escola casadatialea@gmail.com com o título "Um tributo a Rubem Alves". Toda a semana faremos este texto circular por toda a comunidade escolar, e assim continuarmos nos nutrindo com suas palavras e sentidos, além de fortalecer a parceria de todos nós que fazemos a Casa da Tia Léa pela construção da ESCOLA E DA EDUCAÇÃO que acreditamos.

         

Alice Damasceno, psicóloga

 

 

 

 

Páginas: « anterior 12345678910 próxima »

Mostrando: de 1 a 6
 
 
AGENDA
Nenhum compromisso
 
PUBLICAÇÕES
1ª Edição - CONVIVER
 
ANIVERSARIANTES
DO MÊS
Julho
1 IARA TEIXEIRA
1 JOÃO ARTHUR LIMA
3 MATEUS VASCONCELOS
3 MARIA CLARA COLARES
7 ISA FREIRE
8 JULIEN BALLAY
9 AMANDA YUMI
9 DAVI GARCIA
9 SOPHIE YUMMI
11 JOÃO RODRIGUES
12 DAVI NUNES
13 PEDRO LUCCA
14 LORENZO FORTALEZA
14 MONIQUE PIERRE
15 LOUISE MARIE
15 LETICIA PAMPLONA
15 MARIA CLARA BARSANO
15 LIVIA FERRER
16 JOÃO RAFAEL
17 MARIA CLARA LUNA
18 JOÃO VILLAR
18 LARA LEITE
22 NICOLAS LOPES
22 GABRIEL PACHECO
23 OLIVER SHIRASU
23 BENICIO SHIRASU
23 LUIS EDUARDO CORREIA
24 VITOR LUCENA
25 ICARO BRASIL
26 LARA TORQUATO
26 MATEUS PORTO
31 JULIA BELLAGUARDA
31 LIVIA ESCOCIO
aniversariantes
 
FACEBOOK

 

 
INSTAGRAM

INÍCIO

QUEM SOMOS

SERVIÇOS
INFORMAÇÕES
ÁREA RESTRITA

FALE CONOSCO
www.igenio.com.br