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25
AGO
    Resumo da Palestra: Paternidade Consciente - Psicólogo   Wesley Calderaro

Clique AQUI para ler a Circular com o resumo da palestra - 

 
19
AGO
   O que é uma Paternidade Consciente?

           Inspirada no conceito conhecido como atenção plena, aqui-e-agora ou momento presente, que é encontrado no cerne de vários caminhos Espirituais como o Zen-Budismo e o Taoísmo, e de abordagens terapêuticas como a Gestalt terapia, a paternidade consciente pode ser entendida como uma escolha de vida e um método de educar. Consiste em um tipo de olhar atento que pode levar à compreensão mais profunda de nossos filhos e de nós mesmos, vendo-os como realmente são, por dentro e por fora. Em tal contexto, agimos com sabedoria e compaixão baseado no que vemos. O objetivo: dar o que eles necessitam.

            Na sociedade apressada em que vivemos, desenvolver e cultivar a atenção consciente é um desafio urgente e necessário, para que não sejamos tragados por uma cultura que ainda valoriza fortemente o ter em detrimento do ser. Questões como: quem eu sou? Qual a missão da minha alma? O que me faz feliz? Muitas vezes não conseguem ser respondidas quando ligamos o piloto automático e passamos a seguir uma programação que foi moldada em nossa própria infância a partir da interação inadequada com o mundo. Se não estivermos conscientes desses padrões emocionais inconscientes, poderemos perpetuá-los através de nossos filhos.

            Oferecer nossa presença, estando inteiros na relação com nossos filhos, é o maior presente que podemos ofertar. E isso só acontece quando é possível enxergar através dos pensamentos automáticos.

            Porém, não é necessário um período sabático ou retiro de meditação para desenvolver as qualidades da paternidade consciente. A experiência de ser pai e mãe já se constitui um retiro duradouro de meditação. Nessa perspectiva, os filhos sempre nos oferecem a oportunidade de fazermos o trabalho interno de compreender quem somos e quem eles são, para podermos estar em contato com o que realmente importa e dar a eles aquilo que mais necessitam para crescer e desabrochar.

            Compreender o jeito único de cada filho estar no mundo, seus talentos e desafios, e ajudá-lo a caminhar na direção da vocação da sua almapode ser uma experiência desafiadora e prazerosa, capaz de dar e nos proporcionar crescimento e felicidade. Neste momento, nossos filhos tornam-se nossos mestres.

Wesley Calderaro.
Psicólogo e pedagogo.

 
18
AGO
   Aconteceu no 1º ano

Na quinta-feira (14/10), as crianças do 1º ano trabalharam com a noção de "dinheiro". Aconteceu assim: cada aluno teve a oportunidade de pagar com o seu dinheirinho de papel o ingresso pro cinema, uma pipoca e um suco. Pagaram, passaram o troco e se divertiram pra valer. Foi um momento de aprendizagem e descontração. 

[ver fotos]

 
18
AGO
   InterPais - Paternidade Consciente

Caros Pais,

            Segunda feira (18/08) haverá o Interpais - Paternidade Consciente. Trata-se de um tema atual, que também faz alusão à comemoração social do Dia dos Pais. Nossa intenção é não só celebrar esta data, mas sobretudo refletir e valorizar esta referência tão fundamental para o desenvolvimento psicossocial de nossas crianças.

            Assim, será um espaço de reflexão, de construção, de fortalecimento, sem julgamentos nem culpas, sem peso, mas com certeza um espaço de aprendizado. Ninguém nasce pai, e não existem escolas nem livros de receita; existe uma construção afetiva, um fazer conjunto que na vivência vai definindo sua forma, seu tamanho, sua representatividade. 

            Sabe-se da importância da referência paterna, cada um tem suas memórias enquanto filho, positivas ou negativas, lembranças inesquecíveis, marcas de alegrias, tristezas, raivas ou medos, sentimentos que inevitavelmente compõem uma relação tão significativa. Ao lembrar esta relação, instantaneamente vem uma emoção boa ou não, um registro ficou,  ou se quer ser a cópia do pai ou se quer ser o seu oposto, vivências passadas que permeiam o hoje. Tempo presente que se diferencia por “n” fatores do período da infância, mas vivido com todos os registros passados que carregamos, o que pode contribuir positivamente ou não para o ser pai hoje.        

            Desta forma vamos refletir juntos respondendo em nosso íntimo estas perguntas:

- Como se sentem com a paternidade?

- Que tipo de pai desejam ser?

- Quais as referências internalizadas de “pai”?

- Que pai se está conseguindo ser?

- Que mundo novo é este que está se construindo e que referência de pai se busca socialmente?

- O que as pessoas pensam sobre a paternidade?

            É... Não se nasce pai, a paternidade é uma construção. 

            Em torno de todos esses temas, vocês são nossos convidados especiais, não há quem possa substituí-los, dêem um tempo a si, venham cuidar do lado “pai” que possuem, fortalecê-lo, alegrar-se e gratificar-se com ele. Contamos com vocês. 

PATERNIDADE CONSCIENTE
DIA 18/08 (segunda-feira) - 19:30 horas.
LOCAL: CRECHE ESCOLA CASA DA TIA LÉA - AV. PE. ANTÔNIO TOMAZ, 2171

 
14
AGO
   Não esqueça as perguntas fundamentais - Rubem Alves

Vou contar para vocês uma estória. Não importa se verdadeira ou imaginada. Por vezes, para ver a verdade, é preciso sair do mundo da realidade e entrar no mundo da fantasia...

Um grupo de psicólogos se dispôs a fazer uma experiência com macacos. Colocaram cinco macacos dentro de uma jaula. No meio da jaula, uma mesa. Acima da mesa, pendendo do teto, um cacho de bananas.

Os macacos gostam de bananas. Viram a mesa. Perceberam que, subindo na mesa, alcançariam as bananas. Um dos macacos subiu na mesa para apanhar uma banana. Mas os psicólogos estavam preparados para tal eventualidade: com uma mangueira deram um banho de água fria nele. O macaco que estava sobre a mesa, ensopado, desistiu provisoriamente do seu projeto.

Passados alguns minutos, voltou o desejo de comer bananas. Outro macaco resolveu comer bananas. Mas, ao subir na mesa, outro banho de água fria. Depois de o banho se repetir por quatro vezes, os macacos concluíram que havia uma relação causal entre subir na mesa e o banho de água fria. Como o medo da água fria era maior que o desejo de comer bananas, resolveram que o macaco que tentasse subir na mesa levaria uma surra. Quando um macaco subia na mesa, antes do banho de água fria, os outros lhe aplicavam a surra merecida.

Aí os psicólogos retiraram da jaula um macaco e colocaram no seu lugar um outro macaco que nada sabia dos banhos de água fria. Ele se comportou como qualquer macaco. Foi subir na mesa para comer as bananas. Mas, antes que o fizesse, os outros quatro lhe aplicaram a surra prescrita. Sem nada entender e passada a dor da surra, voltou a querer comer a banana e subiu na mesa. Nova surra. Depois da quarta surra, ele concluiu: nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha. Adotou, então, a sabedoria cristalizada pelos políticos humanos que diz: se você não pode derrotá-los, junte-se a eles.

Os psicólogos retiraram então um outro macaco e o substituíram por outro. A mesma coisa aconteceu. Os três macacos originais mais o último macaco, que nada sabia da origem e função da surra, lhe aplicaram a sova de praxe. Este último macaco também aprendeu que, naquela jaula, quem subia na mesa apanhava.

E assim continuaram os psicólogos a substituir os macacos originais por macacos novos, até que na jaula só ficaram

macacos que nada sabiam sobre o banho de água fria. Mas, a despeito disso, eles continuavam a surrar os macacos

que subiam na mesa.

Se perguntássemos aos macacos a razão das surras, eles responderiam: é assim porque é assim. Nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha... Haviam se esquecido completamente das bananas e nada sabiam sobre os banhos. Só pensavam na mesa proibida.

Vamos brincar de "fazer de conta". Imaginemos que as escolas sejam as jaulas e que nós estejamos dentro delas... Por favor, não se ofenda, é só faz-de-conta, fantasia, para ajudar o pensamento. Nosso desejo original é comer bananas. Mas já nos esquecemos delas. Há, nas escolas, uma infinidade de coisas e procedimentos cristalizados pela rotina, pela burocracia, pelas repetições, pelos melhoramentos. À semelhança dos macacos, aprendemos que é assim que são as escolas. E nem fazemos perguntas sobre o sentido daquelas coisas e procedimentos para a educação das crianças. Vou dar alguns exemplos.

Primeiro, a arquitetura das escolas. Todas as escolas têm corredores e salas de aula. As salas servem para separar as crianças em grupos, segregando-as umas das outras. Por que é assim? Tem de ser assim? Haverá uma outra forma de organizar o espaço, que permita interação e cooperação entre crianças de idades diferentes, tal como acontece na vida? A escola não deveria imitar a vida?

Programas. Um programa é uma organização de saberes numa determinada sequência. Quem determinou que esses são os saberes e que eles devem ser aprendidos na ordem prescrita? Que uso fazem as crianças desses saberes na sua vida de cada dia? As crianças escolheriam esses saberes? Os programas servem igualmente para crianças que vivem nas praias de Alagoas, nas favelas das cidades, nas montanhas de Minas, nas florestas da Amazônia, nas cidadezinhas do interior?

Os programas são dados em unidades de tempo chamadas "aulas". As aulas têm horários definidos. Ao final, toca-se uma campainha. A criança tem de parar de pensar o que estava pensando e passar a pensar o que o programa diz que deve ser pensado naquele tempo. O pensamento obedece às ordens das campainhas? Por que é necessário que todas as crianças pensem as mesmas coisas, na mesma hora, no mesmo ritmo? As crianças são todas iguais? O objetivo da escola é fazer com que as crianças sejam todas iguais?

A questão é fazer as perguntas fundamentais: por que é assim? Para que serve isso? Poderia ser de outra forma? Temo que, como os macacos, concentrados no cuidado com a mesa, acabemos por nos esquecer das bananas...

 

ENVIADO POR VERONICA CASTELO BRANCO MÃE DO CAIO E DAVID - UNIDADE 2

 
12
AGO
   Açougue promove projetos culturais para incentivar a leitura e a arte em Brasília.

Por Artur Resende

            BRASÍLIA, Brasil – Em uma parada de ônibus, Paulo Sérgio Silva, 48 anos, encontrou um livro que lhe trouxe boas lembranças da infância. Há três anos, o administrador de empresas conheceu o projeto Parada Cultural – Biblioteca Popular 24 horas, que disponibiliza livros para empréstimo nas paradas de ônibus de Brasília. Desde então, ele sempre tem um livro na mochila e, enquanto espera o ônibus, incentiva outros passageiros que estão no ponto a pegar um exemplar.

            Os livros ficam em prateleiras com portas de vidros, sem chaves, nem controle de empréstimos em 37 paradas de ônibus na W3 Sul e Norte, uma das principais avenidas da capital o Brasil. Essa história começou tímida, em 1994, quando o açougueiro Luiz Amorim, 47, comprou o açougue em que trabalhava e decidiu colocar uma prateleira com dez livros para emprestar aos clientes. “No início, chamava a atenção das pessoas que ficavam curiosas,” lembra Amorim, com bom humor. “Algumas pegavam os livros emprestados de tanto eu insistir, outras achavam que livro não combinava com carne.”

            Analfabeto até os 16 anos, Amorim chegou a Brasília aos 7 anos ao lado da mãe, empregada doméstica, e de outros seis irmãos. A família veio de Salvador (BA), a 1.457 km de Brasília. Nos quatro primeiros anos, ele trabalhou como engraxate e ajudante de pedreiro. Aos 12 anos, foi contratado como ajudante no açougue T-Bone, na Super Quadra 312 Norte, bairro de classe média da cidade. Amorim só aprendeu a ler aos 16 anos, quando frequentou uma escola para adultos. Aos 18, ganhou o primeiro livro. Logo veio a paixão pelos títulos sobre filosofia. Referências a grandes filósofos como Jean-Paul Sartre, Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche são frequentes nas conversas com Amorim. Nos 15 anos em que foi funcionário do açougue, ele aproveitava cada hora vaga para devorar mais páginas. Chegou a ler 15 livros em apenas um mês. E ao tornar-se dono do estabelecimento, decidiu passar o conhecimento adquirido nos livros para frente. E tinha de ser de graça e sem burocracia.

            "A ideia é do livro livre (empréstimo sem burocracia). A gente trabalha com a máxima da consciência. Ela (a consciência), no princípio filosófico, é uma autorregulamentação" explica Amorim, casado e pai de um garoto.
E foi com essa teoria que mais de 400.000 livros já foram emprestados pelo projeto que, em 2007, ultrapassou as fronteiras do açougue e ganhou as paradas de ônibus.

            “As paradas de ônibus são um espaço muito desprezado pelo poder público. Eu sou usuário de transporte coletivo e acho que é preciso humanizar esse espaço”, diz o empresário, que vive em um apartamento em cima da loja. “Esse é o papel da arte, e o livro é o melhor instrumento para fazer uma cidade melhor.”

            Por quase 10 anos, o investimento foi todo financiado pelo lucro da loja, rebatizada de Açougue Cultural T-Bone, e com livros doados por clientes. Atualmente, o projeto é patrocinado pela Petrobras. Mesmo assim, é Amorim quem organiza diariamente os livros nas paradas de ônibus. A ideia é manter cerca de 25.000 livros por dia nas 37 estantes, garantindo uma circulação diária de 1.000 livros. “Sigo a máxima de Aristóteles de que, quando você sabe, você se compromete”, diz. A aposta de Amorim na consciência dos cidadãos tem dado certo. Em cinco anos, não há registro de vandalismo ou destruição das estantes e a perda de livros é de apenas 3%.

            A paixão de Amorim pela arte e literatura chamou a atenção de grandes empresas e instituições, que apostaram no sonho deste baiano. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) citou o projeto em uma publicação sobre o projeto Parada Cultural Biblioteca Popular e lançou uma campanha de arrecadação de livros para a ONG em abril de 2012.

            A Petrobras e a Fundação do Banco do Brasil financiam o projeto mais recente da ONG: a Estação Cultural nas paradas de ônibus. Além dos livros, agora os usuários têm acesso gratuito a internet sem fio e a um computador com tela touch screen. O projeto, lançado em maio de 2012, foi batizado de Estação Cultural e já está em três paradas de ônibus. A intenção é instalar mais dois computadores ainda em 2012.

            Ao longo desses 17 anos, o açougueiro coleciona histórias de pessoas que tiveram as vidas influenciadas pelos livros. “O que mais me marcou foi de uma moça que me procurou para agradecer porque, sem dinheiro para pagar um cursinho, ela passou no vestibular para Assistência Social na Universidade de Brasília (UnB) estudando nos livros que pegava diariamente nas paradas de ônibus.” Orgulhoso, apesar de manter um jeito alheio a vaidades, Amorim só deseja que outros tenham a mesma chance que ele teve de se encantar pela literatura e, quem sabe, ser um agente de mudanças. "Qualquer um pode abrir as portas para a cultura. Não precisa ser um intelectual. Pode ser um açougueiro, um trabalhador braçal."

 

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